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garatuja (32) – uma ruína de material morno e mole desgatado pelo vento

Posted by Tony Monti em 26.03.2012


Que tipo de falta é a saudade? Por certo, não a vontade talhada pelos rigores de uma filosofia. É uma boca sem um peito, é a resignação diante de ter que dormir sem o abrigo de alguém. Saudade é a falta de uma mãe?

Que tipo de pergunta é “você tem saudade de mim?”? Você quer saber se eu sofro na sua ausência? Cada vez que eu me movo até aqui, que eu venho te encontrar, não fica expressa uma escolha minha?

Quando falo de saudade, a imagem que me vem à mente é um peito bem redondo.

Não te parece que estamos falando de vestígios de uma lógica de outro tempo?

(Que tipo de saudade é o ciúme?)

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3 Respostas to “garatuja (32) – uma ruína de material morno e mole desgatado pelo vento”

  1. Fabiana said

    Você mudou de título? (Vim a essa postagem algumas vezes, Pensei: o peito também tem saudade da sofreguidão da boca aberta, à procura. Mas não consigo achar ciúme um tipo de saudade). Beijos!

    • tonymonti said

      Pois então, talvez eu tenha mudado o título. Eu publico os textos e os edito depois, principalmente nas primeiras horas depois da publicação. Como era o título antes, você lembra?

      Sim, talvez os peitos também tenham saudade. Mas eu sou só filho, não sou mãe (e mães foram filhas também). A saudade do peito seria uma saudade mais complexa, não?, saudade com raízes adultas.

      Sobre o ciúme, foi uma ideia estranha que eu tive, não sei bem como explicar. De algum modo, um modo estranho, ambos não são variações de “querer ter?”.

      Grande beijo para a Fabiana.

      • Fabiana said

        ih, Tony… lembro não! Relendo, tive a impressão de que o título era diferente porque na economia geral do texto o sentido mudou um pouco com este novo. De todo modo, acho que é um tipo muito específico de saudade que se assemelha ao desamparo. Há outras, menos fósseis que não são falta, mas um jeito doce de recobrir a distância, como se dizer “tenho saudade de você” distraísse a ausência. Também não sei. É que seu post dialoga com a cobrança de quer a certeza de ser tão central na vida de alguém quanto um peito na vida de um recém-nascido – e aí faz todo sentido aproximar essa falta do ciúme – querer o outro só para si; estando ausente, querer ocupar o de dentro do outro, mesmo com a falta. Pra mim é difícil aproximar saudade de ciúme porque eu sinto muita saudade – de tempos, de pessoas, de lugares – mas é uma espécie de saudade-compota, que cultivo, tempero, adoço ou apimento, para preservar a fartura dos tempos de colheita. Mas quase não sinto ciúme e detesto que sintam ciúme de mim…Me deixa tão irritada quanto a cobrança da saudade.
        Fabiana também mandou beijo para o Tony.

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