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Kubrick #3

Posted by Tony Monti em 06.01.2011

1. Não sei bem o que dizer sobre O iluminado. É muito bonito, as cores, as texturas, os sons, os labirintos, as tomadas de câmara. Mas eu não encontro ali o conteúdo do enredo, só a forma. É filme de dar medo. A atuação do menininho (Danny Lloyd) e o rosto da Shelley Duvall me impressionam. Gosto do Jack Nicholson, mas por instantes vejo ali um embrião discreto das caretas do Jim Carrey. Gosto mesmo assim. 

2.O Jim Carrey tem que fazer mais uns 3 filmes bons e sem caretas antes de eu começar a pensar nele como um ator.

3. Se o filme não fosse um (lindo) jogo de assustar, se eu identificasse motivos para o comportamento dos personagens, eu compararia O iluminado com este último do Lars von Trier, O anticristo.

4. Tem um mundo de sonho ali, de pesadelo, com o qual não sei o que fazer. De olhos bem fechados, inteiro um sonho, não me causa essa sensação. Senti falta de pensar para além da beleza de tudo. Uma questão possível, que também não encontrei, foi a necessidade de pensar sobre a falta de lógica. Mas gosto.

5. Sentir falta de algo e gostar do filme, isso sim, me faz pensar. Que é que falta que eu não sei?

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2 Respostas to “Kubrick #3”

  1. Tony: quanto ao que falta, uma sugestão canhestra, mas que é algo que eu sinto que me falta, seria: ler The Shining, do Stephen King, no original, e depois rever O Iluminado, pra fazer o cotejo.

    Um amigo meu, cujos grau de leituras e competência literária eu respeito muitíssimo, proferiu que Stephen King está entre os maiores romancistas vivos da atualidade (isso no quadro geral: não especificamente entre os romancistas best-sellers de ficção no gênero terror…).

    Outro filme “correlato”, que me parece que tem um romance de King como “roteiro”, é Carrie, a estranha. E De Palma me lembra Goodfellas, que me lembra Caminhos Violentos, que me lembra Rocco e seus irmãos, que me lembra os Sopranos, que me lembra que ainda não li os números mais recentes da série Garatujas de Tony Monti, que me lembra que falta muito pra eu deixar de ser chato e acabar logo com meus comentários.

  2. Mauricio said

    Concordo plenamente com você. Tem muito crítico de cinema que diz que a cena da porta do elavador se abrindo com o rio de sangue justifica a criação do bluray. Afinal a beleza plástica da cena fica maior em alta definição. Acredito que o mesmo possa ser dito de 2001.

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