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Kubrick #2

Posted by Tony Monti em 03.01.2011

1. Stanley Kubrick disse em algum lugar que organizava um filme em caixas menores. Se juntasse seis ou sete caixas, tinha um longa. Não sei se usou a estratégia para tudo o que fez, mas é possível ver em 2001 e Nascido para matar algo que, nos filmes resultantes, poderia ser explicado pelo procedimento proposto.

2. Porém, alguém disse (no documentário Stanley Kubrick, a life in pictures) que há diretores que começam um storyboard por um detalhe, uma cena específica, e que Kubrick começava com traços grossos, como se pintasse um quadro inteiro antes detalhá-lo. 

3. Pode-se fazer as duas coisas, o esboço do todo e a divisão em partes. Não são ideias excludentes. Mas acho que quando ele falou sobre as caixas, quis dizer que não era preciso ter uma totalidade, bastava ter alguns bons segmentos.

4. A primeira das duas sequências de Nascido para matar é impecável. Lembra as observações mais clássicas sobre como funciona um conto: unidade de ação, de espaço, de tempo, nada acessório, efeito único e devastador. No final, o nocaute didático (Cortázar disse que é assim que os contos vencem, diferente do romance, que vence por pontos), o golpe concentrado e sintético de tudo o que se acumulava até então.

5. A segunda parte é um bom filme de guerra. Há outros bons filmes de guerra.

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4 Respostas to “Kubrick #2”

  1. Tá, não pense que eu não sou chato de propósito, inescapavelmente, mas sou forçado a discordar, outra vez:

    – a segunda parte de Nascido para matar faz jus ao título original do filme: é uma cápsula repleta, inclusive no abuso da câmera lenta (a lá Sam Peckinpah), reforçando a agonia dos personagens e expectadores diante do “tiroteio cirúrgico” – em poucos filmes de guerra há uma armadilha tão cruelmente calculada.

    E o final, com a canção do Mickey Mouse, mata a pau. Tudo que Oliver Stone fez de espetacularização e apelo dramático em Platoon está concentrado em Full Metal Jacket.

    • tonymonti said

      Tranquilo, Ivan. Discorde.

      Eu adoro o Kubrick. Gosto da segunda parte do Nascido para matar, mas acho que é a primeira que faz a diferença.

      • G. said

        Concordo que a primeira também faz toda diferença. Na verdade, o fim dela é uma fratura tão grande(e em mim) que me faz a segunda parte parecer morna.

        Ps: atendendo sugestão do dono do blog, comentei.

      • tonymonti said

        Agradecido, Gazi.

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