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sonhos #6

Posted by Tony Monti em 31.08.2010

A história dos cachorros é simples, quase que ordinária, apenas uma catalogação. Eu nunca tive cachorros ou gatos em casa. Criei peixes de aquário por muito tempo e ficava encantado ao encontrar filhotinhos novos nadando junto com os adultos, às vezes sendo devorados por eles. Mas o aquário não é comparável ao calor do contato, aos cheiros, à baba e à aspereza da língua de bicho de sangue quente. O aquário tem o afastamento de uma televisão.

Minha mãe tem agora cachorros na casa dela. Minha relação com eles se resume ao tempo de, por algum motivo, atravessar o quintal ou a quando eu me sinto sozinho e vou procurá-los na porta da sala, para ver a disponibilidade deles, para deixar que eles me cheirem a mão através da porta de tela. Gosto de vê-los, assim com a qualquer animal. Tenho a impressão de que aprendo alguma coisa. Dê uma olhada no bestiário que é meu último livro. Mas não sei conviver com eles. Com gatos, parece mais fácil, mas talvez seja devido à indiferença deles e não a algum saber meu.

Tive duas namoradas que tinham gatos. Elas os amavam muito. E tive uma história curiosa que contei rápido em um conto a ser publicado ainda este ano (não vou contar aqui para não diluir o conto). Eu era alérgico a gatos, mas a alergia passou no tempo em que fiz psicanálise (e contava sonhos para o psicanalista).

Uma vez uma moça me disse que eu olhava para ela como se eu brincasse com um cachorrinho. Acho que ela tinha certa razão. Eu gostava dela de muitas maneiras e uma delas, acho, parecia com a que minha ex-namoradas gostavam de seus gatos. Um dos modos como eu gosto das pessoas, um dos principais, é um como algumas pessoas gostam dos bichos.

O sonho é simples, mas se repetiu por anos de maneiras muito diferentes. Do mesmo modo como tomo tiros às vezes, um cachorro vem me morder. Eu reajo e chuto sua cabeça. Simples assim. Dá certo. Relatei algo parecido em conto do eXato acidente. De cachorro quase sempre eu tenho medo.

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