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a gangue

Posted by Tony Monti em 14.11.2008

Apenas o óbvio, não há leitores. Não se lê tão pouco no Brasil, há um mercado de livros razoavelmente movimentado, mas não há mais que três mil leitores de literatura brasileira contemporânea (conforme a polêmica declaração de Marçal Aquino, há algum tempo). Três mil é a tiragem de um livro em uma grande editora. Poucos escritores esgotam a primeira edição. Às vezes fico sabendo de quantos livros vendem meus colegas mais conhecidos. Raras vezes escutei um número que garantisse, em direitos autorais, o salário mensal de um operador de telemarketing. Poucos escritores no Brasil são profissionais da escrita.

continua na coluna quinzenal do Terra Magazine.

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2 Respostas to “a gangue”

  1. tonymonti said

    Oi, Mauricio.

    Legal que você esteja por aqui, lendo e comentando. Agradeço.
    Uma palavrinha: concordo contigo na distinção, sem entrar no mérito de como denominá-los, entre Cultura e Entretenimento. Concordo que dada esta sociedade, determinados livros estão mais adequados a uma ou outra parcela. Mas há a possibilidade de questionar a sociedade por ações públicas, principalmente mas não só por parte dos governos. Investimento em determinado tipo de educação é um exemplo de ação pública (os governos têm falado em investir em educação sem detalhar que educação é essa, como se educar fosse uma única via. Desconsidero aqui que pouco investem).
    E não acho que a questão seja simples, nem no diagnóstico nem no tratamento.

    abraço,
    continue por aqui,
    Tony

  2. Mauricio said

    Tony,

    A questão é muito simples: quantos destes livros de literatura contemporânea contém algo que interesse às pessoas? Este não é um problema da literatura brasileira. É um problema geral que eu chamo de Dicotômia Cultura/Entretenimento…

    Os escritores de literatura contemporânea querem escrever algo rebuscado que os satisfaça? Perfeito, mas querer que as massas apreciem sua obra que é extremamente pessoal é uma questão à parte.

    Se o desejo é ficar rico, então é fundamental entender o que o mercado quer e produzir o que o mercado quer. Vamos todos virar Paulo Coelho ou James Patterson…

    Na minha opinião esta não é a resposta. Existe espaço para literatura contemporânea cultural e de entretenimento. Você como escritor deve decidir o caminho que quer seguir e encarar as consequencias da sua escolha.

    Uma última palavrinha José de Alencar e Machado de Assis na sua primeira fase eram best-sellers no seu tempo porque estavam alinhados com os interesses dos leitores da época. Hoje quem está interessado na obra deles? Eu adoro o Machado e procuro ler tudo que ele escreveu, mas não creio que eu seja a regra…

    Um abraço e continue que vale a pena…

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