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voltei

Posted by Tony Monti em 10.02.2008

Estive no Rio de Janeiro durante o carnaval e por mais uns dias. Sempre o mesmo, sempre que estou no Rio imagino que a vida pode ser melhor em uma cidade tão bonita. A geografia. Sobre o carnaval, prefiro os blocos aos defiles, mas mesmo os blocos dificilmente me empolgam. Tudo muito cheio. Conseguiria ser feliz uma vez, mas passar o carnaval nesse ritmo me cansa um tanto. Estaria melhor em um bar, olhando a caravana passar, ou no jardim botânico, ou na praia, ou em Niterói ou em algum museu ou centro cultural ou em casa lendo. Meu carnaval ideal é um filme por dia, no cinema. E uma cerveja na Augusta de noite. Ou aqui em Manhattan. E um futebol e um parque (minha carreira futebolística decolou).

Nas ruas do centro, tinha umas árvores estranhas com flores esquisitíssimas. Descobri, no Jardim Botânico que se trata do abricó de macaco, uma beleza.

abricó de macaco

Gostei mesmo foi quando o carnaval acabou. Prefiro a vida do dia-a-dia, sem feriado nem carnaval, sem felicidade obrigatória. Estive bem, muito bem. Vi a Guanabara, de uma janela grande, em uma apartamento muito confortável. E o MAC, em Niterói, mas achei que falta colocar alguma coisa dentro da obra de arte (o prédio), e cuidar mais dos textos lá de dentro. Esqueceram de passar o revisor do Word nos painéis e nas plaquinhas das paredes.

(Uma consideração sobre arquitetura – tenho às vezes uma impressão estranha quando significados arquitetônicos se concentram à minha frente. Niemeyer e Gaudí são os exemplos que mais me chamam a atenção. Às vezes me parece que a Sagrada Família é uma idéia interessante que muita gente poderia ter, que depende menos do gênio de um arquiteto e mais do bolso recheado de dinheiro e disposto a financiar a loucura. O mesmo, por exemplo, para o MAC em Niterói).

Estive também no Parque Lage para uma conversa com o jornalista Bolívar Torres, do Jornal do Brasil, e para algumas fotos. Tudo resultou em um simpático perfil/resenha d’o menino da rosa. Tenho três ou quatro pequenas divergências com o que foi dito. Gostaria de deixar clara apenas uma, de caráter geral: definitivamente, eu sou mais pessimista do que o retratado. Não acho que todos os problemas podem ser superados. Sequer gosto da idéia de superação. Prefiro a idéia de mudança, substituição. Superação inclui um conhecimento de certo e errado que eu nem sempre sinto como meu. Eu sou menos pacífico e mais mal-humorado. Gosto do charme da ranzinzice. Sem contar os desequilíbrios, dos quais sinto falta quando não os tenho e dos quais quero me livrar quando eles me abordam com insistência.

 E o melhor eu não conto, deixo para a ficção e para a vida.

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2 Respostas to “voltei”

  1. tonymonti said

    Oi, Maíra.
    Nunca estive em Recife, acho que gostaria da cidade. Quando eu visitar Recife, paro nos bares (certeza) e escrevo sobre o assunto (menos certo).
    té.

  2. Maíra said

    Olá,
    De alguma forma parei em seu blog e vim espiar logo o texto que dedica espaço ao carnaval… Que tal misturar o bar numa rua do Recife antigo, vendo os blocos passar?
    Inté

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