Capa pronta, fecha-se o miolo na segunda. Depois deste, ficarei alguns anos sem livro. Imagino que 2011, 2012, por aí. Algumas supresas neste de agora. Provável que o lançamento seja em meados de novembro. Assim espero.
Posts de Setembro, 2008
livro novo
Publicado por tonymonti em 26.09.2008
Enviado em Duzentos e dezessete, comprei um tênis novo e vou estrear hoje, eXato acidente | 2 Comentários »
a capa
Publicado por tonymonti em 18.09.2008
Hoje foi a capa. Está sendo. Primeiro, a editora sugeriu uma fotografia meio Discovery Channel que eu me inclinei a aceitar mas acabei recusando. Pensei que, apesar da quantidade grande de animais no livro (girafa, tigres, lagarto, peixes, seres humanos muito estranhos), não se trata de realismo cru feroz, mas de deslocamentos: poucos dos animais estão em seu habitat. A maioria dos bichos são aparições estranhas (aliás, isso me fez refletir sobre o livro), como girafas em uma cidade e um tigre em um apartamento.
Passei então a manhã pensando em alguma coisa. Depois, gastei horas procurando texturas. Já tinha em mente uma coisa assim, mas achava que encontraria essas formas mais em pinturas que em fotografias, como as capas dos três livros da trilogia do Juliano Pessanha (já disseram que ele escreve parecido comigo / será?).
Alguns exemplos de texturas vão a seguir. Paredes descascando são superfícies que me atraem. Imagino aqui que muitas dariam boas capas.
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melancolia, de novo
Publicado por tonymonti em 16.09.2008
No blog antigo, escrevi vários posts sobre melancolia. Uma das coisas que eu dizia é que eu não sabia o que a palavra significava. Em particular, não entendia o que as pessoas queriam dizer quando a falavam. Acho que o processo de publicar os posts foi bom: aprendi alguma coisa, escrevi, organizei, recebi mensagens e e-mails, conversei com amigos. Tenho até utilizado a palavra como se ela me fosse simples. Ainda não é simples, mas eu assumo o risco da imprecisão. Quem me ouve, recebe bem.
Hoje li no Jornal Rascunho a palavra estampada em um título. Voltei a pensar nela. Criei agora uma hipótese. Desde sempre, eu acho que melancolia significa coisas muito diferentes para cada pessoa. A idéia agora é que “melancolia” carrega em si uma quantidade de tabu sobre a qual as pessoas não discutem. A regra é receber bem a palavra. Torna-se uma palavra curinga. Quando se diz “melancolia”, as pessoas apressam um significado para evitar discussão. Na dúvida, troca-se por tristeza. No blog antigo, cheguei à conclusão de que melancolia é, às vezes, inclusive felicidade. Melancolia tem aquela história de não contrariar, ordens médicas.
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Publicado por tonymonti em 12.09.2008
É, morder sua bunda,
parte do sentir com a boca os pedacinhos todos.
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no caminho, pensei,
Publicado por tonymonti em 12.09.2008
Além das possibilidades dogmáticas, “culpa” tem, em geral (pode não ter), a característica de atribuir as responsabilidades a um único indivíduo em um processo. Quando é assim, a “culpa” desconsidera todas as interações, as múltiplas causas que levam aos fatos resultantes. Esse isolamento é às vezes positivo para lidarmos esquematicamente e simplificadamente com situações corriqueiras. Outras vezes, isolar assim as causas em uma só pessoa faz com que esqueçamos, para nosso prejuízo, dos vários (às vezes não muito explícitos) contratos sociais em que estamos envolvidos. Esse modo faz com que seja mais difícil ver nossas interações como resultado de diálogos e cooperações em vez ações únicas e isoladas, corretas ou incorretas. A confiança em que estão baseados os compromissos não partem de um histórico de desculpas, mas da capacidade de cumprir os contratos (o que está além do esforço para cumpri-los).
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