tony monti eXato acidente

leio, escrevo e apago

Posts de Abril, 2008

wormhole

Publicado por tonymonti em 25.04.2008

de sexta, sou eu em sete linhas.

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escala Richter

Publicado por tonymonti em 24.04.2008

Meus sentimentos e um trechinho da Clarice aos amigos que estão tristes por não terem sentido a tremidinha de terça (uma coisa dessas faz a gente se sentir vivo, não é?, como quando o pcc sai às ruas ou a justiça do sangue é feita na televisão).

“Na parede caiada, contígua à porta – e por isso eu ainda não o tinha visto – estava quase em tamanho natural o contorno a carvão de um homem nu, de uma mulher nua, e de um cão que era mais nu do que um cão. Nos corpos não estavam desenhados o que a nudez revela, a nudez vinha apenas da ausência de tudo o que cobre: eram os contornos de uma nudez vazia. O traço era grosso, feito com ponta quebrada de carvão. Em alguns trechos o risco se tornava duplo como se um traço fosse o tremor do outro. Um tremor seco de carvão seco.”

(d’A paixão segundo G.H.
um trechinho que assim isolado fica meio neutro morno,
mas que me é bem inspirador quando figurado no contexto do livro)

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tremeu

Publicado por tonymonti em 22.04.2008

Agora, eu aqui sentado na frente do computador, o chão (do quarto andar) deu uma tremidinha. Fui olhar o lustre do quarto, que é pendurado, e ele estava balançando de leve. Foi só aqui?

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correr

Publicado por tonymonti em 22.04.2008

Em algumas épocas da vida eu corri. Não falo agora da vontade de correr, desespero formalizando-se, que umas vezes se concretizou, aquela vontade que por ser estranha vira literatura com mais facilidade. Hoje foi das corridas planejadas, com percurso certo. Hoje foi correr para cumprir uma distância, pequena ainda, e não para fugir (quando acontece o desespero, não é um fugir específico, é de certo modo um fugir intransitivo, ou como se o motivo da fuga se reproduzisse em outros lugares, fugir até cansar).

Corri e não me lembrava com clareza o modo como é bom. Não a quantidade, o modo. É provável que ter sido bom seja um pouco resultado de eu ter jogado futebol uma vez por semana nos últimos meses. Fez com que eu agüentasse o percurso sem achar que não acabaria, o que transforma a diversão em provação. Foi bom, foi legal, talvez eu perca parte dos cinco ou seis anos que ganhei nos últimos três. Sinto-me bem.

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Publicado por tonymonti em 20.04.2008

festa no chiqueiro

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bom e original

Publicado por tonymonti em 18.04.2008

“Achei seu ensaio muito bom e original. Contudo, a parte original não era boa e a parte boa não era original”
(Samuel Johnson, ensaísta inglês do século XVIII, sobre uma obra recém publicada)

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ministro II

Publicado por tonymonti em 18.04.2008

expresso 2222 - Gil (1972)

é, precioso também.

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ministro

Publicado por tonymonti em 17.04.2008

Realce - Gil (1979)

é o que toca aqui agora.

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Granta (2 ou 3)

Publicado por tonymonti em 09.04.2008

Uma outra observação sobre a revista é a (quase) ausência de personagens escritores ou artistas às voltas com seus dramas sobre conseguir ou não escrever. Minha hipótese frágil é a de que isso se deve, em parte, pela idéia de escritor como profissão, mais freqüente lá do que aqui. Na medida em que o que se escreve será lido e configurará um meio de inserção social, o escritor fica menos no vazio, no questionamento do escrevo ou não sobre o quê, ou pelo menos tem menos necessidade de expressar isso nos textos. Isso combina também com a nota anterior sobre escritores jovens casados e com filhos.

Outra observação é sobre a freqüência da presença dos cursos de Creative Writing nas biografias dos escritores.

E, uma última observação é que apenas agora, passados mais da metade dos textos, encontrei um conto bastante violento e com linguagem menos comportada. O protagonista é um vietnamita que migrou para os Estados Unidos e foi combater no Iraque. A seguir, um trecho da biografia do autor apresentada na revista: “Gabe Hudson /…/ serviu como atirador no Corpo de Reserva dos Fuzileiros Navais e se formou em Artes Plásticas na Universidade Brown.”

 

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Granta

Publicado por tonymonti em 08.04.2008

Li metade da revista (cerca de 200 páginas). Três comentários rápidos iniciais. Na média gostei do textos, umas poucas idéias surpreendentes e muitas páginas de texto bem escrito, bem amarradinho. E o bem amarradinho leva ao segundo comentário. Há pouca experimentação, os textos não chamam a atenção, a princípio, por algum rebuscamento da forma. Talvez isso tenha a ver com uma escolha editorial, talvez com a cultura literária americana, não sei. O terceiro comentário é mais independente. Me chamou a atenção o número de migrantes/americanos escrevendo sobre estrangeiros. Chinês, judeu, russo, peruano … Não acho que uma coletânea semelhante no Brasil teria os mesmos elementos. Por fim, um comentário post mortem, há uma pequena biografia de cada escritor que precede seu texto. A quantidade de escritores jovens casados com filhos é maior lá que aqui, suponho.

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